Mu540 surpreende mais uma vez com o lançamento de “4×4”, um EP que consolida sua posição como um dos nomes mais inovadores da música brasileira. Disponível em todas as plataformas de streaming desde o dia 27 de novembro, o projeto apresenta uma fusão ousada entre o baile funk e o afrohouse, traduzida em sete faixas energéticas que carregam a assinatura inconfundível do artista. Mesmo trazendo a essência do funk, Mu540 inova ao “esconder” seus elementos dentro de uma base predominantemente house, criando uma experiência sonora única e cativante.
Entre os destaques do EP estão faixas como “DZ7”, já lançada anteriormente como um spoiler do trabalho, e “06:40AM”, uma parceria com MC Laranjinha e Cave. “XRC no Chão” e “VOU TE COMER DOIDÃO” trazem a força vocal de MC GW, enquanto “Rebola no P*u” e “Pompoarismo”, com participação de Bia Soull, exploram outras nuances dessa fusão de gêneros. O EP se encerra com “Ta No Meu Nome”, reafirmando a capacidade de Mu540 em criar músicas que são ao mesmo tempo inovadoras e dançantes.
O clipe de “06:40AM” transporta o espectador para o universo periférico e estético de Mu540, conectando o funk paulista e a música eletrônica de maneira visceral e sensorial. Utilizando imagens em Mini DV e VHS, o audiovisual captura a essência de um baile que transcende a marginalização, transformando-se em um espaço coletivo de experiências e conexões.
Assista agora:
Conversamos com Mu540 sobre o EP e algumas curiosidades do projeto; confira!
Sobre Funk: “O que o EP 4×4 representa para você na sua carreira e na forma como você enxerga a música hoje?”.
MU540: Esse EP é como um ingresso para outras pistas. Eu o fiz para ter acesso a diversos lugares, tocar em várias pistas — não só na favela, mas também em festivais grandes, de gente rica. A gente precisa estar nesses espaços. Esse álbum me dá essa possibilidade, trazendo elementos que tanto os ricos quanto qualquer ser humano gosta: calor, afeto, músicas que deixam felizes.
Ele me permite chegar nesses ambientes de elite, mas levando um funk que dá para dançar com uma batida de house e vice-versa. Essa mistura cria uma via de mão dupla para nós. É sobre construir vibes únicas, mesclando dois estilos que, no fundo, são a mesma coisa: funk e house. Ambos são música eletrônica”.
Sobre Funk: “Você mencionou que ‘escondeu’ o funk nas faixas do 4×4. Isso foi mais uma forma de experimentar ou de levar o funk para quem não costuma ouvir?”.
MU540: “Além de ser uma crítica, já que só conseguimos entrar nesses lugares escondendo nossos bagulhos (o funk), é também uma forma de mostrar que funk não é só tambor, batida de beatbox ou palmas. Funk é muita tecnologia, com timbres rebuscados e hiper avançados.
O funk mostra que somos inteligentes de maneira absurda e ritmada. Misturar com house e tech house, estilos mais travados, traz essa ideia. Tudo que não é do Brasil ou da África é mais travado, e para nós, que somos calorosos e ritmados, isso é chato. A mistura cria algo novo”.
Sobre Funk: “Cada faixa do EP tem uma vibe única. Qual delas mais representa a essência do projeto?”.
MU540: “‘DZ7’, porque ela é bem objetiva: tem a marcação, o atabaque, o vocal e o groove”.
Sobre Funk: “Misturar funk com afrohouse é algo bem diferente. O que essa fusão diz sobre a cultura brasileira e como ela pode impactar o público internacional?”.
MU540: “Já está impactando. Estamos entrando na casa deles, e eles já estão ouvindo nosso ritmo”.
Sobre Funk: “O clipe de 06:40AM explora muito o baile e a rave como espaços de conexão. Como ele reflete a ideia central do EP?”.
MU540: “Queríamos trazer a estética de baile e quebrada porque isso é raro de se ver. Estamos acostumados a ver só grife misturada com streetwear, mas o Brasil tem um charme único. A nossa estética é linda e combina bem com a ideia de usar a tecnologia dos gringos junto com o nosso estilo”.
Sobre Funk: “Se tivesse que descrever o 4×4 em uma frase ou sensação, o que diria?”.
MU540: “Sólido”.
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